terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Uma das madrugadas comuns

Parece que sinto falta de alguma coisa que já esteve comigo. As vezes parece que são poucas coisas, as vezes parece que muitas coisas, mas que nunca deixam de parecerem importantes. Em algumas vezes parece que é apenas minha racionalidade mas em uma dotada personalidade, querendo se fazer única e separada de todo o meu sentimentalismo e toda a minha dor. 

Quero ficar bem sozinho, bem comigo mesmo, mas não é tão fácil quanto dar conselhos. E eu me pego encarando a cachaça, sem vontade de beber mas com desejo de me embriagar e um maço de cigarro nas mãos. À vezes choro, as vezes não.

Ouço a combinação de Los Hermanos e Belchior cantando À Palo Seco, uma música linda, que me lembra uma lista de músicas dos anos 70 que eu fiz em 2015, que ainda me leva a lembrar que em alguns momentos daquele ano, eu não me senti tão sozinho quanto agora, mas que também nunca foi regra. O engraçado que a sensação que tenho ouvindo esse vídeo, é que gostaria de estar no Altas Horas, pois ouvi a voz do Serginho, e me lembro de uma ligação muito boa no programa, mesmo que nem sempre tenha boas atrações.

Desviei um pouco do foco, e essa texto fugiu do motivo que me fez querer escrever. Duas pessoas precisaram de ouvir algumas palavras, e eu acabei, felizmente, me distraindo. Foi bom pra mim, e espero ser melhor para as outras pessoas também.

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